Seja um modelo de Destaque – Marketing Pessoal

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Seja um modelo de Destaque – Marketing Pessoal

 

Exercer a sua atividade  praticando e aperfeiçoando constantemente o seu Marketing Pessoal, pode chegar ao topo dos seus objetivos profissionais. Paciência, disciplina, perseverança, uma elevada auto-estima, determinação e um conjunto de crenças e valores que orientam as atitudes e comportamentos de forma a dar um uso correto das habilidades inatas e das habilidades que podem ser construídas e aperfeiçoadas.

  • Se for rápido a decidir-se a implementar o seu plano de marketing, pois desta forma, os seus resultados serão também imediatos para sua carreira.

  • É provável que já tenha uma enorme concorrência na sua área profissional, o que o pode deixar para trás em termos de carreira;

  • A prática do marketing pessoal é um hábito, pelo que precisará de tempo para se habituar a esta nova maneira de agir na sua vida profissional;

  • O marketing pessoal cria novas oportunidades de negócios, e estas normalmente significam mais dinheiro;

  • Um plano de marketing pessoal pressupõe a conquista de uma nova rede social de contactos, perspectivando maior prazer e satisfação na sua vida pessoal e profissional;

  • O plano de marketing pessoal promove reconhecimento social pelos anos de esforços, estudo e trabalho;

  • O aumento do seu estatuto social social poderá ser obtido com o sucesso profissional conseguido através do seu plano de marketing pessoal;

  • A realização de seus sonhos de consumo, de viagem e de muitos outros sonhos, poderá ser conquistada através do sucesso obtido com o marketing pessoal.

  • A prática de marketing pessoal promove a realização profissional e esta traz uma sensação superior de satisfação.

Esperamos que todas estas razões tenham conseguido convencer o leitor a tomar uma atitude para iniciar seu plano de gestão de carreira, por isso, vamos mostrar o que significa este plano de marketing pessoal.

Elementos fundamentais para a prática do marketing pessoal

Sérgio Jesus indica que existem cinco elementos fundamentais para a implementação de um plano de marketing pessoal aplicado a uma boa gestão de carreira profissional, enquanto Chris Brogan refere outros tantos para o mesmo efeito. No entanto, todos estes elementos estão relacionados entre si, assim:

1. A auto-estima em primeiro lugar

Fortalecer a nossa auto-estima é o primeiro passo para se conseguir atingir os objetivos para que se tem trabalhado com esforço. Se possível ler bons livros sobre como aumentar a auto-estima e centrar-se na observação e identificação de todos os objectivos que se pretendam atingir.

2. Ser único e original

As marcas que permanecem são aquelas que são originais e não tentam ser imitações de outras que já existem. Este exemplo também serve para os indivíduos. Assim, ao ser original vai reforçar a sua auto-estima e encontrar mais facilmente o seu caminho profissional.Ex.: todos os artistas/cantores de sucesso vingam devido ao seu talento e originalidade.

3. A qualidade da imagem emocional transmitida aos outros

Ao longo da vida profissional e sobretudo quando se mudam trajectórias profissionais, as pessoas tendem a recordar-se de determinada forma de um indivíduo. Deste modo, algumas pessoas lembram-se de outras pela maneira positiva e educada como foram tratadas, pela sinceridade e zelo com que tiveram o contacto, enfim, pelas emoções positivas que remetem à imagem de outrém. Pelo contrário, há pessoas que deixam uma imagem profundamente negativa, mesmo que o contacto interpessoal tenha sido curto.

Esta qualidade da imagem emocional remete-nos para a memória emocional ligada à imagem profissional construída ao longo do tempo. De acordo com o Modelo de Roberts (2005), os indivíduos assumem diferentes papéis e executam-nos efectivamente, tendendo a estar atentos às sugestões dos outros e a reagir às expectativas que esses sinais lhes sugerem (Graen & Scandura, 1987 citados por Roberts, 2005). Assim, dão particular atenção à construção da sua imagem profissional, promovendo e destacando as qualidades valorizadas num determinado contexto laboral, como por exemplo, a inteligência, confiança, iniciativa, integridade, gentileza e seriedade e, assim, induzir aprovação e reconhecimento (Goffman, 1969; Ibarra, 1999; Rafaeli, Dutton, Harquail, & Mackie-Lewis, 1997).

Silva (2008) aferiu a partir da revisão da literatura realizada que existe o consenso de que é importante perceber as implicações da construção de imagem profissional no alcance da aprovação social, do poder, do bem-estar e do sucesso na carreira (Baumeister, 1982; Ibarra, 1999; Leary & Kowalski, 1990; Rosenfeld, Giacalone, & Riordan, 2001; Schlenker, 2003). Os indivíduos que constroem fortes imagens profissionais são percebidos pelos outros, como sendo capazes de lidar e ultrapassar as exigências técnicas e sociais relacionadas com o seu trabalho (Ibarra, 1999; Giacalone & Rosenfeld, 1991). A imagem profissional desejada é a forma como o indivíduo idealmente gostaria de ser percebido, num determinado contexto, e constitui o conjunto de características pessoais e de identidade social. Contudo, existem indivíduos, que apesar das suas tentativas, nem sempre são percebidas da maneira que desejam, pelo que é importante que aprendam a distinguir entre a imagem profissional desejada (ideal) e a imagem profissional percebida (actual), e reflectir acerca das avaliações que são centrais, à definição da sua imagem profissional (Roberts, 2005). A imagem profissional percebida é uma representação de como o indivíduo pensa que actualmente os outros o vêem ou o percebem: identidade pessoal e social. A identidade social normalmente influencia a imagem profissional percebida porque os indivíduos categorizam, estereotipam e interpretam os comportamentos, de acordo com as suas expectativas desses grupos de identidade social. Estereótipos favoráveis de competência profissional e carácter podem influenciar positivamente a imagem da pessoa, ou contrário dos estereótipos desfavoráveis (Alvesson, 1998; Britton, 2000; Tajfel, 1978).

Na teoria de gestão de impressões preconiza-se que as pessoas monitorizam activamente o ambiente de modo a encontrarem pistas sobre como os outros os percebem, procurando avaliar as discrepâncias, entre a imagem profissional actual percebida e a imagem profissional desejada (Roberts, 2005). Os indivíduos que experienciam um desfasamento entre a imagem profissional desejada e a imagem profissional percebida e estão motivados para o reduzir, tentarão apresentar-se o mais próximo possível da imagem profissional desejada (Baumeister & Jones, 1978; Leary & Kowalski, 1990). Deste modo, podemos estar mais ou menos conscientes da transmissão de uma determinada imagem de nós próprios perante cada situação e fazê-lo de modo intencional.

4. A comunicação interpessoal

É o grande elo que destaca um indivíduo. Quando falamos, quando nos exprimimos por escrito ou oralmente, quando criamos vínculos de comunicação continuada, exteriorizamos, a maior parte das vezes, o que temos de melhor no nosso interior.

Na prática do marketing pessoal é essencial saber estabelecer contactos interpessoais, seja modo presencial, por telefone ou pela internet usando a comunicação escrita. Nesta situação são fundamentais atitudes de atenção, simpatia, assertividade, ponderação, sinceridade e demonstração de interesse pelo próximo, de uma forma autêntica e transparente. Desta forma é importante reter mais uma máxima do marketing pessoal: a atenção personalizada a um cliente, nunca é um investimento sem retorno.

A utilização de um português correto e adequado a cada contexto, escrever bem, vencer a timidez, usar diálogos motivadores e edificantes e manter um fluxo de comunicação regular com as pessoas é essencial para um bom desenvolvimento do marketing pessoal. Os indivíduos que apresentam grandes capacidades de liderança praticam inerentemente marketing pessoal, e todos temos sempre a tendência de ver as pessoas que sabem comunicar, como líderes no campo em que actuam.

5. A construção de uma rede relacionamentos

O marketing pessoal implica também a construção de uma rede de contactos, nos mais variados níveis, fundamentais para o indivíduo se situar socialmente, tanto no modo vertical (ex.: nos relacionamentos com pessoas de cargos de direcção) quanto horizontalmente (com os seus pares, no mesmo plano). Mas quando falamos em rede de contactos, dois desafios surgem imediatamente, assim é importante:

  • dimensionar os relacionamentos de forma plural, isto é, ser capaz de se relacionar em qualquer nível, tornando-se lembrado por todos de forma positiva;

  • manter a rede de contactos, enviando mensagens periodicamente, fazendo-se presente em eventos sociais e tratando os outros com atenção e cordialidade.

6. A qualidade da imagem visual

Esta imagem pode ser definida como uma adequação visual ao contexto social. Sabemos que a sociedade hipervaloriza a imagem contudo, na prática do seu marketing pessoal esta é uma área a investir seriamente. Assim, o vestuário correto e adequado ao momento, a combinação estética de peças, cores e estilo, bem como os cuidados físicos fundamentais e básicos (o corte do cabelo, a higiene, a saúde dentária, etc.) são importantes para uma composição harmoniosa e atrativa da imagem que se pretende transmitir em termos profissionais. Nesta questão e tendo em conta a área profissional em que se pretende trabalhar, praticar marketing pessoal, implica também adequar a sua imagem à profissão que lhe está associada, bem como à actividade que no momento se está a desempenhar, enfatizando a coerência do conjunto, sem esquecer o propósito de demonstrar ao cliente o seu profissionalismo.

7. Oferecer valor acrescentado

A sua marca tem de oferecer valor acrescentado. É importante pensar muito bem no que pode oferecer aos outros, porque se não oferecer um óptimo produto ou serviço, os outros não irão interessar-se pela sua marca.

8. A prática de acções de apoio, ajuda e incentivo para com os demais

Finalmente, o último e não menos importante elemento do marketing pessoal e, como destaque social, a melhor forma de semear um lugar nas mentes e corações dos que nos cercam, consiste na prática de acções de apoio, ajuda e incentivo para com os outros.

Não é preciso dizer que apoiar, ajudar e incentivar as pessoas deve ser um conjunto de atitudes sinceras, transparentes e baseadas no que se tem de melhor. Até porque acções meramente aparentes são facilmente detectadas e minam a essência do marketing pessoal verdadeiro.

O segredo, portanto, é perguntar sempre a si próprio, esteja a trabalhar para uma empresa, ou seja empresário: de que maneira posso ajudar? De que forma posso apoiar? Como posso incentivar o crescimento, o progresso e o bem-estar do próximo?

E isto é verdade por exemplo para os indivíduos que mostram capacidades de liderança, cujas competências mostram elevada iniciativa, não se ficando apenas pelas suas funções, e tentando apoiar os demais e a empresa em que se inserem, colocando à disposição outras aptidões que podem ser úteis a dado momento.

Quando bem praticado, o marketing pessoal é uma ferramenta extremamente eficaz para o alcance do sucesso social e profissional. E o melhor é que, além de beneficiar quem o pratica, ele também proporciona bem estar para os que estão próximos. Será importante mudar alguns velhos paradigmas e repensar o nosso próprio marketing pessoal.

Um plano de marketing pessoal é, no entanto, algo fácil de ser implementado. Na verdade, trata-se de um conjunto de ações e ferramentas que, se utilizados em conjunto, ajudam a promover a carreira de um profissional.

Na primeira parte de um plano de marketing pessoal é preciso desenvolver as competências pessoais do profissional, aqueles atributos que fazem parte do seu comportamento, e que podem ter um impacto positivo na sua atuação profissional. Qualidades como auto-motivação, liderança, criatividade, bom humor, capacidade de produzir conhecimentos, relacionamento interpessoal e a sua capacidade de visão futura são os atributos essenciais que precisam ser desenvolvidos e incorporados na sua carreira profissional.

A outra parte do plano de marketing consiste na aplicação de ferramentas para promoção pessoal. Construção de uma rede de relacionamentos (networking), criação de um site pessoal, utilização de cartões de visitas de uma maneira dinâmica, ter um sistema de relações públicas pessoal, entre outras ferramentas, certamente ajudarão a promover sua carreira e sua imagem no mercado de trabalho.

Estes conceitos e ações precisam estar incluídos num planeamento coerente, ou seja, o seu “plano de marketing pessoal e profissional”.

Erros a evitar na implementação de um plano de Marketing Pessoal

Brogan indica uma série de erros que se devem evitar na implementação de um plano de marketing pessoal, e que podem ser úteis:

  1. Estar ciente de que as ideias do passado podem ser hoje ineficazes;

  2. Não imitar os outros: o que funciona com uns pode não ser apropriado para si;

  3. Não desperdiçar o seu tempo e recursos financeiros, pois só lhe trará frustrações;

  4. As condições do marketing não devem ditar os esforços de marketing: o marketing pessoal deve ser realizado de forma consistente nos bons e maus momentos;

  5. Não colocar o seu plano num ficheiro e esquecê-lo: o seu plano é um meio para atingir os seus objectivos, não o fim do resultado;

  6. Não usar o mesmo plano ano após ano, pois deverá necessitar de expandir os seus esforços à medida que os negócios forem crescendo;

  7. Não esconder a sua mensagem de marketing numa linguagem empresarial.

  8. Não se focalizar apenas na lista dos seus certificados profissionais.

Exemplos de Planos de Marketing Pessoal

O primeiro exemplo baseia-se nas ideias de prática de marketing pessoal de acordo com Max Gehringer e destina-se essencialmente a indivíduos que trabalham para empresas. Assim, segundo este autor os 10 mandamentos que podem aumentar a possibilidade de ter mais sucesso na sua carreira são:

  1. Ser líder: a capacidade de influenciar a opinião dos outros é uma das competências mais importantes num líder. Esta competência é muito importante quando se pratica marketing pessoal pois os indivíduos passam a ser considerados mais úteis na empresa e podem ser promovidos mais depressa devido à sua capacidade de visão futura e de perceberem os diversos pontos de vista dos trabalhadores; a capacidade de gestão de conflitos e relacionamento interpessoal, entre outras que os líderes possuem, facilitam o trabalho numa empresa e um líder pode ser um elo essencial em qualquer empresa;

  2. Ser confiante e confiável: a capacidade de auto-confiança tem sido uma das características mais apontadas pelos empregadores como sendo essencial para os seus trabalhadores, para além disso, uma empresa só consegue produzir bem se houver confiança mútua entre trabalhador e empregador;

  3. Ter espírito de equipa: saber colaborar com os outros, se possível, e entrar em consenso no trabalho é essencial em qualquer empresa;

  4. Mostrar maturidade emocional: conseguir resolver conflitos, sem os aumentar ainda mais é fulcral em todas as empresas;

  5. Ter visão de futuro: consiste na capacidade de perceber a sua função na empresa, bem como as razões que estão na origem das suas actividades; é ser capaz de sugerir novas ideias, de inovar, sendo este um factor de destaque face a outras empresas;

  6. Mostrar integridade: refere-se à capacidade de autocontrolo emocional, como ingrediente importante para trabalhar numa empresa;

  7. Mostrar visibilidade: um trabalhador quando dá visibilidade ao seu trabalho perante os outros destaca-se perante os demais numa empresa, e/ou ainda, mostrando iniciativa, sendo o primeiro voluntário para efectuar tarefas;

  8. Ser empático: ser capaz de se colocar no lugar do outro e por exemplo, reconhecer o trabalho dos colegas pelo mérito alcançado;

  9. Ser optimista: pensar sempre nos aspectos positivos das situações e estar especialmente atento aos seus pontos fortes e aos dos outros;

  10. Ser paciente: este último requisito é essencial, mais ainda para os recém-diplomados, pois de acordo com o autor normalmente são estes, os indivíduos que estão mais depressa à espera de uma promoção ou mudança na carreira, sem que ainda tenham garantido os conhecimentos suficientes e demonstrado as competências profissionais requeridas para o cargo ocupado.

 

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